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C;iente: Academia das Artes
Objetivo do texto: resenha cultural
Veículo: Instagram Academia das Artes
Data: 18/05/2020
Título: “The Morning Show” 
Link: Clique aqui

Texto

Se a Apple TV+ – nova plataforma de streaming – queria abalar em sua primeira grande história, conseguiu. Claro, como jornalista me delicio com histórias investigativas, mas aqui vemos uma completamente surpreendente. Tudo começa em um dia que parecia normal na vida de Alex Levy (Jennifer Aniston) e Mitch Kessler (Steve Carrel), estrelas do noticiário das manhãs da rede UBA, porém, após um reportagem anônima, acusações de assédio explodem contra ele.

Desta forma, Alex passa a sofrer momentos de descontrole, o que a deixa exposta, já que a rede começa a querer mudanças para salvar a audiência. No entanto, todo esse caos ocorre na semana em que um vídeo de uma repórter de interior explode na internet, o que a torna uma das entrevistadas do jornal. Após um jogo de manipulação entre Alex e um dos chefões, Bradley (Reese Whiterspoon), a repórter, acaba parceira de bancada de Alex.

E o resultado dessa parceria é explosivo – e sensacional. Durante os primeiros episódios, que são bem parados por sinal, toda a expectativa é criada em torno da chegada de Bradley ao lugar de Mitch. Mas a partir do momento que a novata começa a “brilhar”, Jennifer traz sua melhor atuação da carreira e nos faz esquecer completamente Rachel Green, ao encenar com profundidade uma verdadeira jornalista celebridade extremamente mimada, que ora é adorável, ora maquiavélica. Fato que nos faz duvidar de sua índole quase o tempo todo. Esteja preparado para muitas intrigas e traições, a qualidade do roteiro e dos diálogos toma forma brilhante a cada episódio. Estamos diante da continuidade do #metoo, movimento feminista contra assédio e agressão sexual, além de ser uma crítica ferrenha, embasada nas complexidades da “Cultura do Silêncio”, onde várias mulheres foram silenciadas principalmente em troca de favores profissionais. Após um oitavo episódio pesado, momento no qual o quebra-cabeça vai se encaixando, a série expõe um final catártico, cheio de cenas chocantes que nos fazem levantar do sofá e afirmar o quanto é épico aquilo que está diante dos nossos olhos. E sim, manas, mais uma série que nos dá sinais de que a salvação para injustiças está mais uma vez na sororidade. Óbvio, né? 

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