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Client: Academia das Artes
Objetivo do texto: resenha cultural
Veículo: Instagram Academia das Artes
Data: 14/07/2020
Título: “Joias Brutas” 
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Com o selo da produtora A24, e toda a a pompa que o estúdio tem proporcionado as suas obras autorais e inovadoras e produção de ninguém menos do que Martin Scorcese, ‘Joias Brutas’ (Uncut Gems, tem na @netflixbrasil) é exatamente o que seu título traduz: uma joia bruta e fascinante, que nos leva a uma atuação frenética e irreconhecível de Adam Sandler. Em uma Nova York estrondosa, comandada pelo dinheiro, nos deparamos com o submundo das apostas em uma velocidade enlouquecedora. Neste contexto, Sandler é Howard Ratner, um dono de uma joalheria, que não consegue administrar sua vida por deixar que seus vícios comandem suas escolhas. 

Desta forma, somos sugados a uma intensa e exaustiva rotina que gira em torno de desvio de dinheiro, apostas e casos extraconjugais. Além disso, somos cúmplices de negociações movidas a diálogos com muita gritaria e confusão. E com essa histeria sendo o sinal da força do roteiro, o filme nos oferece uma experiência turbulenta. Com uma direção feita de cortes e aceleração das cenas, há constantes diálogos interrompidos, e aqui, Sandler entrega uma atuação monstruosa, que faz frente a qualquer grande ator de drama. Com muitos palavrões e sem pudor sexual algum, de maneira surpreendente, o protagonista nos conquista personificando um judeu trambiqueiro nada ortodoxo. 

Sob uma trilha sonora excelente, é praticamente impossível não ficar aflito em virtude dos atos inconsequentes de Ratner, e não torcer pra que ele tome alguma decisão mais coerente. E como era de se esperar, com cenas surpreendentes, o final é de arrepiar, nos trazendo toda a intensidade até seu clímax. E ao final, a obra nos traz o sentido da narrativa em seu título: começou com uma joia, no entanto, acaba bruta como a vida.

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