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Cliente: Academia das Artes
Objetivo do texto: resenha cultural
Veículo: Instagram Academia das Artes
Data: 20/09/2020
Título:  A Bruxa 
Link: Clique aqui 

Texto

Que sensação incrível nos traz esse novo terror, ainda mais quando a obra é dos estúdios A24. E mais uma vez eles acertaram, em “A Bruxa”, acompanhamos uma família de colonos ingleses se estabelecendo nos EUA, no século XVII. Banidos da colônia onde viviam depois de um julgamento, os puritanos William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) partem para outra região levando seus filhos. Ao se estabelecerem em um local florestal logo percebem que há uma força sombria ali, especialmente quando a filha mais velha, Thomasin (Anya Taylor-Joy), perde o bebê da família estranhamente.

O diretor estreante, Roger Eggers é cirúrgico na construção do ambiente do filme. Com uma fotografia escura, ele varia os interiores sufocantes da casa em construção e paisagens abertas. Todos esses elementos trazem uma atmosfera aterrorizante e misteriosa. A forte sensação de isolamento e o tema da família sozinha contra forças sobrenaturais ecoam a qualidade da reprodução histórica, especialmente nos diálogos em inglês arcaico e pela veracidade de uma época de fé cega e superstição extremas. O filme explora com maestria o paralelo entre o suspense psicológico e o terror puro, fazendo referências a obra de Kubrick.

A parte final pode até dar um impressão diferente da conquistada tão intensamente pela conjunto, mas não se deixe enganar por simples alegorias. “A Bruxa” é todo sobre o desabrochar da sexualidade, evidente na perseguição diária feita por toda a família sobre a protagonista Thomasin (vale lembrar o histórico de julgamento a qualquer mulher que não se comportasse “devidamente”, e daí surgiu o conceito de bruxa ou bruxaria). E também sobre a repressão da sociedade, principalmente devido à religião, desta forma, o filme é uma forte e polêmica crítica a família, no conceito conservador e tradicional, e ao desamor, pois eles jamais passariam por tais situações se pensassem uns nos outros sem egoísmo e sem a ilusão da extrema religiosidade.

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